{"id":155,"date":"2020-06-08T14:31:04","date_gmt":"2020-06-08T14:31:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/?page_id=155"},"modified":"2021-01-28T11:33:49","modified_gmt":"2021-01-28T11:33:49","slug":"minas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/minas\/","title":{"rendered":"15 &#8211; As Minas do Bra\u00e7al"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas01-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-199\" srcset=\"https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas01-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas01-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas01-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas01.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A segunda fase da explora\u00e7\u00e3o de Galena nas Minas do Bra\u00e7al iniciou-se no segundo quartel do s\u00e9culo XIX, atrav\u00e9s de uma concess\u00e3o a Jos\u00e9 Bernardo Michelis, por portaria de 6 de agosto de 1836. Em 1840 esta licen\u00e7a passa para o alem\u00e3o Diederich Mathias Fewerheerd, radicado na cidade do Porto, que impulsionou a explora\u00e7\u00e3o mineira atrav\u00e9s de t\u00e9cnicos e tecnologia alem\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1850 foi descoberta a mina da Malhada e logo de seguida em 1856 as minas do Coval da M\u00f3. Pelo seu sucesso, o Governo concedeu a isen\u00e7\u00e3o de impostos durante 10 anos, por portaria de 30 de janeiro de 1854. As obras em 1851 j\u00e1 tinham mudado o curso do rio Mau e instalados tr\u00eas rodas hidr\u00e1ulicas e uma turbina que serviam para a extra\u00e7\u00e3o de galena, sulfato de chumbo e pirite de ferro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1862 uma multid\u00e3o, especialmente de Ribeira de Fr\u00e1guas e de Silva Escura, entra pelas instala\u00e7\u00f5es mineiras destruindo-as, uma vez que o fumo das fornalhas das minas estava a prejudicar as suas vinhas causando grandes preju\u00edzos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. O Governo sentiu-se na obriga\u00e7\u00e3o de indemnizar a empresa, autorizando a constru\u00e7\u00e3o de uma linha f\u00e9rrea do sistema americano que ligasse as explora\u00e7\u00f5es do Bra\u00e7al, Malhada e Coval da M\u00f3, pelo Rio Mau at\u00e9 ao Vouga. A constru\u00e7\u00e3o da linha teve in\u00edcio em 1864 e foram transportados por ela grandes quantidades de min\u00e9rio para dois barcos que a empresa possu\u00eda no Vouga tendo, cada um, a capacidade de transportar 10 toneladas. Daqui seguiam para Aveiro tendo como destino Inglaterra e Alemanha. Estes barcos traziam produtos e artigos para consumo e aplica\u00e7\u00e3o na explora\u00e7\u00e3o mineira, sendo transportadas em vag\u00f5es para o Bra\u00e7al puxados por duas ou mais juntas de bois. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1863, a empresa mandou construir uma oficina de fundi\u00e7\u00e3o no Bra\u00e7al, na margem esquerda do Rio Mau, \u00e0 qual deu o nome de D. Fernando, marido da Rainha D. Maria II, denomina\u00e7\u00e3o que foi autorizada em 24 de maio de 1862. Esta oficina utilizou o mesmo modelo das fundi\u00e7\u00f5es de Stolberg, na Pr\u00fassia. Entretanto, Diederich Mathias Fewerheerd morre no Porto em 1874. Como grande e reconhecido empres\u00e1rio, foi condecorado pelo rei D. Pedro V com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo e agraciado pelo Rei D. Lu\u00eds com a Comenda da Concei\u00e7\u00e3o. Morre no Porto em 1874. Como grande e reconhecido empres\u00e1rio, foi condecorado pelo rei D. Pedro V com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo e agraciado pelo Rei D. Lu\u00eds com a Comenda da Concei\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Depois da sua morte procede- -se \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o da empresa constituindo- se uma sociedade com o nome de Administra\u00e7\u00e3o das minas do Bra\u00e7al. Dela faziam parte a vi\u00fava, D. Sofia Fewerheerd e outros herdeiros, mantendo- se a explora\u00e7\u00e3o at\u00e9 1882. Os grandes melhoramentos realizados neste complexo, conduzirama Companhia a uma crise financeira, que amea\u00e7ava fechar, o que contribuiu param a constitui\u00e7\u00e3o de uma nova Sociedade em 14 de janeiro de 1882, aprovada por alvar\u00e1 de 28 de junho do referido ano, com capitais luso-germ\u00e2nicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas11-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-156\" srcset=\"https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas11-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas11-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas11-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mm-sever.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas11.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Estava criada a Companhia Mineira e Metal\u00fargica do Bra\u00e7al. Foi nomeado seu administrador-delegado o Dr. Ant\u00f3nio Lopes da Gama. Esta sociedade manteve-se at\u00e9 1880 e faziam parte dela as tr\u00eas \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o \u2013 Bra\u00e7al, Malhada e Coval da M\u00f3 \u2013 os escrit\u00f3rios, a oficina de fundi\u00e7\u00e3o D. Fernando, a Serralharia, a Caldeiraria, a Fundi\u00e7\u00e3o de Ferro e Bronze, a Carpintaria e um laborat\u00f3rio devidamente apetrechado para a avalia\u00e7\u00e3o da pureza dos metais extra\u00eddos e da sua composi\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1904, as minas fecharam devido \u00e0 fal\u00eancia do seu propriet\u00e1rio, voltando a ser reabertas anos mais tarde, tendo sido encerrada a explora\u00e7\u00e3o mineira em a 31 de Dezembro de 1958.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"880\" src=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/wp-content\/uploads\/minas0203-1024x880.jpg\" alt=\"\" data-id=\"157\" 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src=\"https:\/\/www.youtube-nocookie.com\/embed\/kqzHEwyYjbU?autoplay=1;mute=0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<ul><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/wikisever\/doku.php?id=bracal_malhada\" target=\"_blank\">Minas do Bra\u00e7al e Malhada<\/a> na WikiSever<\/li><li>AAVV (2013) \u2013 . Sever do Vouga: C\u00e2mara Municipal<\/li><li>Allam, J. L. (1965). <a href=\"http:\/\/www.dgeg.gov.pt?cfl=2446\">A Minera\u00e7\u00e3o de Portugal na Antiguidade<\/a>. <em>Boletim de Minas<\/em>. Lisboa. 2:3, pp. 137-173.<\/li><li>Almeida, J. A. F. de (1953). <a href=\"http:\/\/patrimoniocultural.gov.pt\/static\/data\/publicacoes\/o_arqueologo_portugues\/serie_2\/volume_2\/S2_V2_estudo_lucernas.pdf\">Introdu\u00e7\u00e3o ao estudo das lucernas romanas em Portugal<\/a>. <em>O Arque\u00f3logo Portugu\u00eas<\/em>. Lisboa. S\u00e9rie 2, vol. 2, pp. 5-208.<\/li><li>Martins, C. M. B. (2008). <a href=\"http:\/\/www.mineracaoantiga.com\/congresso\/artigos\/art02.pdf\">A explora\u00e7\u00e3o mineira romana e a metalurgia do ouro em Portugal<\/a>. Braga: Universidade do Minho. Col. Cadernos de Arqueologia. Monografias, 14.<\/li><li>Martins, C. M. B. (2011). <a href=\"http:\/\/patrimoniocultural.gov.pt\/static\/data\/publicacoes\/o_arqueologo_portugues\/serie_5\/volume_1\/mineracao.pdf\">A minera\u00e7\u00e3o do chumbo em \u00e9poca romana. O exemplo das minas de Bra\u00e7al e Malhada (Aveiro)<\/a>, \u201cO Arque\u00f3logo Portugu\u00eas\u201d, s\u00e9rie V, vol. 1: 489-504.<\/li><li>Ramos, F. S. (1979\/1980). <a href=\"http:\/\/www.prof2000.pt\/users\/avcultur\/aveidistrito\/boletim26\/page20.htm\">A explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios no concelho de Sever do Vouga \u2013 uma ind\u00fastria que foi florescente<\/a>. \u201cAveiro e o seu distrito\u201d, 26\/28.<\/li><li>Ramos, Fernando Soares (1998) \u2013 . Sever do Vouga: C\u00e2mara Municipal, pp. 429-444<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Multim\u00e9dia<\/h3>\n\n\n\n<ul><li><a href=\"https:\/\/youtu.be\/IwgIBbVIuVA\">Hist\u00f3rias de um mineiro do Bra\u00e7al<\/a>, reportagem do programa &#8220;A nossa tarde&#8221;, da RTP.<\/li><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/fepfMlDQ8ok?t=1630\" target=\"_blank\">H\u00e1 Mais Gente no Museu!: Minas<\/a>, pe\u00e7a de teatro pelo Grupo Severi<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons aligncenter is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/?page_id=142\">&lt;&lt;&lt; OS S\u00c9CULOS DA MEM\u00d3RIA<\/a><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-button is-style-outline\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"http:\/\/www.museudeseverdovouga.pt\/expo\/?page_id=165\">MIRTILO &gt;&gt;&gt;<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda fase da explora\u00e7\u00e3o de Galena nas Minas do Bra\u00e7al iniciou-se no segundo quartel do s\u00e9culo XIX, atrav\u00e9s de uma concess\u00e3o a Jos\u00e9 Bernardo Michelis, por portaria de 6 de agosto de 1836. 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